Mostrar mensagens com a etiqueta Nota Bene. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nota Bene. Mostrar todas as mensagens

09/12/2010

NOTA BENE: Da alma até às neurociências

Divulga-se a existência do livro de divulgação na área das neurociências, "A Alma está no Cérebro", da autoria de Eduardo Punset, em que o autor aborda o funcionamento do cérebro nos mais variantes aspectos, com incidência nas partes físico-química e biológica.
Com interesse para a área da História das Ciências, refiro o primeiro capítulo do livro em que o autor realiza uma contextualização histórica do estudo da mente, como também acompanha a evolução do conceito de alma ao longo dos tempos. Esta temática tem sido muito aprofundada por vários historiadores, recentemente.
Mais informações em Armarium libri

Referência: Eduardo Punset, "A Alma está no Cérebro - Radiografia da máquina de pensar", Publicações Dom Quixote, Alfragide, 2008 - tradução de João Pedro George

12/11/2009

NOTA BENE: Ciência e Solidariedade

A Associação Viver a Ciência (VaC), é uma associação constituída por cientistas que têm por objectivo geral divulgar o trabalho científico e envolver a comunidade na investigação científica - para saber mais, consultar: http://viveraciencia.org/index.php?option=com_content&task=view&id=16&Itemid=73

Entre os vários projectos em que esta equipa está envolvida, destaco o “Simbiontes”, que passo a divulgar:

A Associação Viver a Ciência (VaC) tem vindo a desenvolver a primeira edição do Simbiontes, um projecto cuja estreia consistiu numa parceria com o IPO de Lisboa e o Ar.Co e visa a angariação de fundos para a investigação em cancro realizada em Portugal.


Dia 28 de Novembro às 17h serão leiloados no Chiado Plaza, em Lisboa, 13 telas e 27 ilustrações produzidas por crianças em ambulatório no IPO, que participaram em oficinas de arte e ciência desenvolvidas pela VaC e pelo Ar.Co. A exposição dos quadros ficará patente ao publico até ao Natal. Os fundos obtidos com o leilão e com as actividades associadas a esta edição do Simbiontes serão para aplicar posteriormente na investigação em cancro, mediante concurso.


Paralelamente, haverá, também no Chiado, uma loja com os produtos alimentares premiados com o rótulo “Sabor do Ano 2009”. O lucro de vendas destes produtos revertem para o projecto “Simbiontes”.


Para que estas duas actividades possam ser bem sucedidas precisamos de voluntários para estar no local dos eventos, no Chiado, - em slots de 4 horas- e ajudar a coordenar a exposição e/ou o processo de venda na loja. Fins-de-semana, feriados e dias úteis entre as 17h e as 20h são as épocas que mais necessitam de colaboração.


Os voluntários que marcarem presença neste evento, terão garantido o acesso à Internet (móvel), caso levem o seu portátil.


Saiba mais sobre o projecto Simbiontes no website da Associação Viver a Ciência (http://viveraciencia.org/index.php?option=com_content&task=view&id=197&Itemid=187 ).


Aos voluntários que não sejam nossos associados, temos para oferecer uma anuidade gratuita como associado da Associação Viver a Ciência, com todas as vantagens que lhe estão associados - consultar lista de benefícios dos Sócios da VaC em (http://viveraciencia.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=23&Itemid=85 )


Ajudem com o vosso tempo, é por uma boa causa!



Muito obrigada!



A equipa do Simbiontes

(Publicado simultaneamente em www.armariumlibri.blogspot.com)

02/11/2009

NOTA BENE: Rituais de Fertilidade

SAÍDA DE CAMPO DE HISTÓRIA DO PENSAMENTO BIOLÓGICO
De 29 a 31 de Maio de 2010
Máximo: 20 participantes

Os rituais de frutificação, tanto da Natureza em geral como da humanidade em particular, com todas as suas variantes e lendas espalhadas pelo espaço do mundo, existem –– pelo menos –– desde que existem registos do pensamento e comportamento humano em todos os quadrantes do Planeta. Esta saída de campo, inserida no programa de História do Pensamento Biológico mas aberta a todos os alunos, docentes, e outros cidadãos interessados em saber mais, ver melhor, e entender mais profundamente, destina-se a visitar uma zona, na orla costeira alentejana próxima da região de Grândola, onde vários destes rituais se praticaram, ou continuam em funcionamento, enquanto outros deixaram vestígios bem visíveis para o olho minimamente treinado. Desta forma, pretende-se obter para uma visão mais clara de como tem funcionado o entendimento português destas práticas, bem como revelar a existência no nosso país de cultos de renascimento e protecção divina radicalmente trans-históricos e trans-culturais.

A –– PROGRAMA
A realizar em jipe e moto4 devido à localização remota e isolada dos locais de prática de todos os rituais mencionados, a visita abrange os seguintes pontos:
1 –– Ruína da capelinha da Senhora do Livramento, de onde se observam 14 vilas, 7 com castelo e 7 sem castelo, juntamente com 15% da costa portuguesa. O local marca a narrativa lendária que aparece em vários outros cultos universais: a ritualização da coexistência homem/animal através do pacto selado pelo leite materno.
2 –– Serra dos Porcos. O local tem este nome devido à prática, ainda hoje observada, de deixar ao relento, e com acesso fácil, as porcas em cio, a fim de serem cobertas pelos javalis: à crença de que do emprenhamento por um animal selvagem resultará uma descendência mais resistente e fecunda, junta-se o encantamento destinado a que, através da potência do javali que cobre a porca da família, os homens que a constituem se tornem mais potentes em poder e dinheiro.
3 –– Fonte afrodisíaca. Esta variação sobre o tema da água mágica que cura a infertilidade feminina ou a impotência masculina através dos poderes de vida que vêm do centro da Terra continua em uso nos tempos de hoje. O efeito pode procurar-se quer por ingestão quer por banho.
4 –– Necrópole. Trata-se de um dos poucos cemitérios pré-históricos ainda bem conservados onde se enterravam os mortos em posição fetal, prontos para o renascimento que se seguiria. Note-se que o conhecimento da posição fetal denota a prática antiquíssima das dissecações de mulheres em estado mais ou menos adiantado de gravidez, para a observação do novo ser que germina dentro delas.
5 –– Dolmen. Estas e outros estruturas mortuárias, onde pedras grandes e fortes marcam a zona em que se enterram os mortos, têm tradicionalmente a função de não deixar a Morte propagar-se para os campos circundantes, por forma a garantir que o solo continua frutífero.
6 –– Represa Romana. A lenda que acompanha esta construção, desta vez com a complexidade adicional de envolver uma moira encantada, é outro exemplo da ritualização da coexistência homem/animal através do pacto selado pelo leite materno, tal como mencionado para a Senhora do Livramento.

B –– INFRA-ESTRUTURAS
A deslocação para a zona da visita, bem como a viagem de regresso, serão asseguradas pelo autocarro da ULHT.
Os participantes ficarão alojados por duas noites no Monte Cabeço do Ouro (turismo rural), usufruindo de quartos com cama e roupa, casa de banho individual devidamente equipada, e, sempre que possível, sala e kitchinette.
O alojamento inclui o pequeno-almoço de sábado e domingo, os jantares de sexta e sábado, e pique-nique de almoço para sábado e domingo.
O alojamento no Monte inclui ainda acesso gratuito e ilimitado à piscina, às máquinas de exercício físico e aos matraquilhos, bem como a deslocação a uma das praias da zona (Carvalhal, Aberta Nova, Melides) depois da conclusão do programa da visita. A utilização do jacuzzi e da sauna, bem como os passeios a cavalo, deverão ser pagos separadamente. É desaconselhada, neste caso excepcional, a visita às várias discotecas da zona (a mais famosa é a de Santiago do Cacém), dada a necessidade de iniciar cedo o dia de trabalho de campo tanto sábado como domingo.

C–– CUSTOS
O pacote completo, à excepção dos extras mencionados acima, fica por 120E/visitante. O montante só necessita de ser pago na data da saída de campo. Dado o limite de 20 pessoas/máximo, as inscrições deverão ser feitas o mais depressa possível no Secretariado de Biologia da ULHT, 217515573.

NOTA BENE: HISTÓRIA DA IMORTALIDADE

Ciclo de Conferências
“Histórias da Imortalidade”
CULTURGEST/Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Pequeno Auditório da Culturgest
De 5 a 9 de Abril

Ciência que vende jornais:
Sobre a Imortalidade e as suas novas roupagens
A Fonte da Eterna Juventude consta de praticamente todas as narrativas de viagem medievais, assim como a Pedra Filosofal consta de outros tantos manuais de alquimia. Temos connosco um legado riquíssimo, pratico e teórico, de filtros da vida eterna e de poções de imortalidade. Nos nossos dias, acreditámos, uma vez e mais outra, e mais outra, que as grandes vitórias da ciência iam proporcionar-nos um mundo muitíssimo mais agradável, ao mesmo tempo que os milagres da medicina iam oferecer-nos uma vida longa e digna, imensamente gratificante.
Tantas desilusões mais tarde, por que é que continuamos a acreditar num mesmo sonho, que no entanto sabemos ser parte integrante de uma mitologia humana com dezenas de faces? Agora é a clonagem terapêutica com cultura de células estaminais humanas que ai rejuvenescer-nos os órgãos, são as capacidades regenerativas dos répteis ou dos crustáceos que vão ensinar-nos a recuperar intactos de acidentes que de outra forma nos tornariam tetraplégicos, é um cientista português que garante nas notícias da manhã que seremos imortais daqui a cem anos, depois é um cientista americano que afirma que um século é excesso de zelo: mais vinte anos e a imortalidade estará assegurada. Isto, obviamente, vende jornais – e, como tal, prolifera nas capas das revistas, nas páginas centrais da imprensa, nas vozes da rádio, nas entrevistas televisivas (que, significativamente, nunca são debates): esta é a ordem do dia, e quase ninguém está em paz com ela.
Viver mais anos em boa saúde? Óptimo, mas quantos anos, a que preço – e alguém pressupõe que as condições de acesso ao bem-estar vão ser as mesmas em todas as partes do mundo?
E agora, vários degraus acima, quem é que quer mesmo viver para sempre? É verdade que ninguém gosta da Morte. Mas alguém está preparado para a Eternidade? O ciclo de Conferências “Histórias da Imortalidade” lida com todas estas questões, dos desenvolvimentos científicos aos enquadramentos religiosos.





O Encontro, logo a seguir à Páscoa, tem 3 blocos distintos:

Bloco 1: das 15.45 às 16.45:
Comunicações mais para debutantes ou colegas de poucas palavras, de 15 minutos cada seguidos de um máximo de 10 minutos de debate. Estas inscrições requerem inscrição, com envio título, CV de 1 parágrafo e abstract de 1 parágrafo). As inscrições podem ser feitas para
mfn@uevora.pt
ou para
sec.biologia@gmail.com até 28 de Fevereiro de 2010.

Bloco 2: das 17 às 18:
Comunicações para seniores (por convite), com tempo igual de palestra e conversa com o público (aproximadamente 30 min. para cada parte). O alinhamento previsto é o seguinte:
Dia 5 –– Ana Maria Rodrigues (Dept. História FLUL)
Imortalidade na Idade Média
Dia 6 –– Paulo Mendes pinto (FFUL/ULHT)
A imortalidade nas religiões do mundo
Dia 7 -- Eduardo Crespo, FCUL
A tanatologia do desenvolvimento
Dia 8 –– (a anunciar)
Dia 9 –– (a anunciar)
Comunicações acompanhadas por título, abstract, texto integral (para publicação) e CV de 1 parágrafo.

Bloco 3: das 18.30 às 20.00
Palestras de 1h com 30 min de debate, por convite:
5 -- Clara Pinto Correia
Viver para sempre, moda e credulidade
6 -- Peter Stilwell
A imortalidade na mitologia cristã
7 -- Teresa Avelar
Evolução e imortalidade
8 -- Ana Paula Guimarães e Francisco Vaz da Silva
Imortalidade na tradição popular portuguesa
9 -- Dominic Poccia
The American "War on Cancer": a concise history of bootlegging

13/10/2009

NOTA BENE: Darwin

Este ano celebram-se os 200 anos do nascimento de Charles Darwin (1809-1882), e os 150 anos da publicação de uma das suas mais importantes obras A Origem das Espécies (1859). Em virtude deste acontecimento, têm sido diversas as obras editadas sobre este cientista do século XIX e a teoria da evolução - cuja autoria é atribuída a Darwin e a Alfred Russel Wallace (1823-1913).

Venho, então, por este meio, divulgar a existência de um livro publicado recentemente (Setembro de 2009) em Portugal sobre esta temática:
Thomas Lepeltier, A Heresia de Darwin: O eterno retorno do criacionismo, Texto Editores, Lisboa, 2009

Thomas Lepeltier é jornalista, historiador de ciências e professor na Universidade de Oxford. Neste livro, aborda a "evolução" do pensamento (e dos conceitos/ideias) transformista e criacionista desde os séculos XVII até ao presente.

Se o leitor pretender saber mais sobre esta temática, sugiro também um livro publicado em 2007:
Augusta Gaspar (coordenação), Evolução e Criacionismo: uma relação impossível, Quasi-edições, Vila Nova de Famalicão, 2007

05/10/2009

NOTA BENE: The Mind Has no Sex?

The mind has no sex?, de Londa Schiebinger, foi publicado pela Harvard Press já em 1991, e continua à espera de um editor português suficientemente ousado para querer levantar entre nós as questões que a maioria dos portugueses ainda desconhece -- nomeadamente, no caso vertente, toda a gama riquíssima de material publicado nas duas últimas décadas no âmbito dos chamados women studies (tendencialmente varridos antes para debaixo do tapete, já que a história foi escrita por homens, e não por mulheres). Um bom exemplo do interesse deste tipo de publicações são os debates que nelas encontramos e de que nunca nos lembraríamos -- a saber, por exemplo: que sexo tem a alma? Consensualmente, até à Revolução Científica, parte-se do princípio de que todas as almas são masculinas, já que depois de mortos seremos perfeitos, e a perfeição é a masculinidade. Santo Agostinho, pelo contrário, defende que as almas, ao perderem o corpo que as contém, perdem também as caracteríticas sexuais, pelo que todas são assexuadas. Já Tomás Aquino defende uma posição diferente, ao sustentar que a alma não perde o sexo , mas, no caso feminino, o sexo perde a definição: as almas das mulheres são femininas, mas, como não podem executar a função natural da mulher -- engravidar -- perdem a feminilidade.